Mês: abril 2015

Ter Sorte Dá Trabalho

Estou sentada em uma poltrona. A poltrona está no palco. À minha frente, a plateia. Ao meu lado, duas grandes mulheres e a anfitriã. Estou muito feliz. Que sorte ter aceito o convite. Ou melhor, que sorte tê-lo recebido. Pesquisadores, vez ou outra, se debruçam sobre o acaso, em especial, o acaso feliz ou aquilo que em inglês se chama serendipity. Em português, o mais próximo seria sorte, essa mesma que experimentei. Ocorre que, visto de perto e sob lentes de aumento, o acaso feliz tem pré-requisitos. Em primeiro lugar, é preciso estar aberto às possibilidades – sem isso, passarão despercebidas. Meu pai citava sua avó que, por sua vez, citava um dito popular: “A oportunidade é um cavalo que passa sem cela, uma vez só”. Algumas pessoas conseguem ver o cavalo se aproximando, outras apenas quando já passou. E há, ainda, aqueles que perguntam: “Que cavalo?”. É fácil perceber uma segunda característica nos ditos sortudos: atitude. Mas, não uma atitude qualquer. Ela é precedida por pensamento ágil e flexibilidade. O acaso é um lapso, …

No Sofá da Hebe

Chegaram as fotos do Papo de Mulher, projeto super bacana capitaneado pelas coaches  Nolah Lima e Liliane Sant’Anna. Eu dividi o sofá com Janete Vaz – fundadora do premiado Laboratório Sabin – e Carolina Rezende – criadora do Mulher de Negócio.  Minhas amigas convidadas, a âncora Lili e o auditório repleto de mulheres lindas transformaram a noite em algo muito especial. O evento me encheu de alegria e me deu a certeza de que há muita gente querendo conhecer as novas formas de viver e trabalhar.

Herança Genética

O alemão possui uma palavra para descrever o desejo incontrolável de viajar, explorar o mundo, desbravar horizontes. Wanderlust (wandern = caminhar, passear, migrar + lust = desejo) deve ter sido a razão pela qual Vasco da Gama, Colombo e Cabral cruzaram oceanos rumo ao desconhecido. Na ficção, quem não se lembra de Forrest Gump atravessando os Estados Unidos numa espécie de maratona pessoal? Possivelmente um caso agudo de wanderlust. Para a ciência, a questão pode ser genética. Atende pelo nome de DRD4, um gene relacionado a aspectos bem específicos, entre eles a busca pela novidade. Dos vários estudos envolvendo o Receptor de Dopamina D4 (esse é o nome completo do rapaz!), um evidenciou sua associação aos padrões de migração populacional na pré-história. Comparados aos grupos sedentários, os migratórios apresentavam a mesma variação no DRD4, o chamado DRD4-7r. Cerca de 20% da população mundial carrega o gene da aventura. Talvez isso explique porque algumas pessoas celebram as mudanças. Além da sede por carimbos no passaporte, uma boa pista é a própria árvore genealógica. Se você, assim …