Mês: maio 2015

Viagem, Espiritualidade, Felicidade

Se você já experimentou segundos de profunda felicidade pelo simples fato de estar vivo sabe o que é experiência de pico. Descrita pelo psicólogo americano Abraham Maslow (sim, o autor da pirâmide que hierarquiza as necessidades humanas) na década de 1960, a vivência é o que melhor se aproxima da perfeição existencial. Esta semana uma jornalista me perguntou se o The Flying Carpet Project é uma busca espiritual. Embora a resposta tenha sido negativa, imediatamente me reportei às experiências de pico que vivi, todas elas durante viagens. Foram instantes nos quais fui a pessoa certa, na hora certa e no lugar certo, peça de quebra-cabeça que finalmente se encaixa. Maslow não se furtou de chamar a vivência de mística. Sim, é transpessoal, metafísica e, por que não, religiosa no sentido original – do religare, da conexão com algo maior. É tanta gente estudando as doenças, que cabe agradecer ao psicólogo por ter estudado a saúde. Foi investigando os felizes que ele se envolveu mais profundamente com as experiências de pico. Involuntárias, ocorrem quando bem entendem. …

Respeitável Público

Cris Guerra, assim como eu, já morreu nesta vida. E, segundo suas próprias palavras, “não gostou e não morre de novo nem morta”. Minha talentosa amiga é uma dessas pessoas que não desperdiça vida. Das dores fez trampolins. Os trampolins a fizeram voar. Cristiana é  autora do primeiro blog brasileiro de looks do dia – “Hoje Vou Assim”, do livro “Para Francisco” – que vai virar filme, do best-seller “Moda Intuitiva” e palestrante das mais concorridas. Agora essa lindeza em forma de gente finalmente estreia seu programa: o Cris Guerra no Youtube. Se você quer rir e chorar ao mesmo tempo e ouvir opiniões qualitativas sobre o que realmente importa, sintoniza. O programa produzido pela Attyla Filmes e dirigido por Ramon Navarro ganha a rede nesta quinta, 21 de maio, às 11h. Melhor ainda é saber que toda semana tem mais. Serviço Programa Cris Guerra no Youtube Toda quinta, às 11h http://www.youtube.com/hojevouassim

Desatadoras de Nós

Lili e Nolah deixaram para trás uma vida executiva para se tornarem coaches. Pergunto a elas: mas, afinal, o que faz um coach? A dupla me explica que a linha que adota, a ontológica, busca promover mudanças na forma como o indivíduo vê o mundo. “Nas sessões, criamos contextos para que a pessoa tenha insights, faça novas declarações perante a vida e, com isso, desfaça impossibilidades criadas por ela mesma e que a impedem de realizar o que deseja”, descrevem. Explico que recebo e-mails de pessoas que afirmam ser impossível fazer o que fiz: encerrar um longo ciclo profissional para me tornar uma workation-er. Por isso estou ali. Segundo Lili, as impossibilidades muitas vezes nascem na infância, a partir do que ouvimos ou de como interpretamos o que ouvimos: “Ocorre que não somos mais crianças, hoje é um novo momento. Através da linguagem, das conversas que estabelecemos com o coachee, atualizamos essa realidade e ele consegue abrir novas portas”. Nolah completa: “A palavra é ação. Novas declarações feitas geram novas chances. Você mesmo um dia …

Desculpe a Demora

Sempre tive pressa. Uma pressa de viver. Nasci no oitavo mês da gestação e, claro, nem precisei de UTI neonatal. O útero até era um lugar bacana, mas aqui fora parecia melhor. Fui a criança no meio de adultos, minhas irmãs adolesciam quando cheguei. Isso me deu pressa de crescer. Aos 14 anos arrumei meu primeiro emprego. Vetado, é claro, por pais responsáveis. Chorei até os 17, quando finalmente estreei a carteira de trabalho. Eram duas faculdades; inglês, francês e espanhol; e um emprego de meio período. Seria perfeito se, aos 19, não tivesse adoecido. Um mal-estar súbito, uma cirurgia de urgência, um diagnóstico assustador: câncer. Para tudo! Não, não comigo. Suspendi apenas as fotos de toda e qualquer ordem e a faculdade, essa só por seis meses. Arrumei alunos particulares de inglês – a família do pediatra Márcio Lisboa e o então tarólogo Veet Vivarta, hoje um dos importantes nomes da ANDI –, mencionados aqui em gratidão. Sarei (bonita palavra, não?), abandonei um dos cursos superiores, me graduei em jornalismo, fui a comunicóloga mais …

Monaco na Islândia

Rafael Monaco tem características que adoro: é dono de uma crítica inteligente e de um senso de humor ímpar. Quando junta ambos, é brilhante. Há pouco, descobri mais um lado adorável do jornalista gaúcho: ele sabe viajar. Recentemente ele pegou seu tapete e foi para a Islândia. E é sobre a experiência que conversamos. Por que a Islândia? Eu costumo dizer que a Islândia não é simplesmente outro país. A Islândia é outro planeta. Quando eu pousei lá pela primeira vez, em 25 de junho de 2010, o sol da meia-noite iluminava os campos de lava a perder de vista ao redor do aeroporto de Keflavík. Então, de um lado estava o oceano, de outro os campos de lava e o sol da meia-noite. Uma combinação indescritível. Ali eu soube que aquela seria a primeira de muitas vezes.  Não, a Islândia não é só uma ilhazinha perdida lá em cima no mapa, onde tudo é cinza e as pessoas tristes. No mundo da Islândia, o que mais tem é cor, principalmente da natureza. Os nativos são divertidos, simpáticos, solícitos …