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Monaco na Islândia

Rafael Monaco tem características que adoro: é dono de uma crítica inteligente e de um senso de humor ímpar. Quando junta ambos, é brilhante. Há pouco, descobri mais um lado adorável do jornalista gaúcho: ele sabe viajar. Recentemente ele pegou seu tapete e foi para a Islândia. E é sobre a experiência que conversamos. Por que a Islândia? Eu costumo dizer que a Islândia não é simplesmente outro país. A Islândia é outro planeta. Quando eu pousei lá pela primeira vez, em 25 de junho de 2010, o sol da meia-noite iluminava os campos de lava a perder de vista ao redor do aeroporto de Keflavík. Então, de um lado estava o oceano, de outro os campos de lava e o sol da meia-noite. Uma combinação indescritível. Ali eu soube que aquela seria a primeira de muitas vezes.  Não, a Islândia não é só uma ilhazinha perdida lá em cima no mapa, onde tudo é cinza e as pessoas tristes. No mundo da Islândia, o que mais tem é cor, principalmente da natureza. Os nativos são divertidos, simpáticos, solícitos …

La Dolce Vita di Doris

Ela tem uma incrível capacidade de garimpar beleza, talento que virou negócio, a conhecida loja de objetos e utensílios para casa Coisas da Doris. Hoje, está nas mãos da filha, já que Doris Sochaczewski e o marido, Valentino Fialdini, subiram no tapete. O casal mudou-se para a Itália em maio de 2014. Doris fez da transformação de um antigo estábulo em casa e hotel-butique um verdadeiro conto de fadas acompanhado por milhares de seguidores. Só no Instagram, 17 mil vivenciam a aventura que tem como cenário Todi, na região da Umbria. “Posso dizer que, mesmo abrindo mão de todas as mordomias que tinha no Brasil, me sinto muito mais feliz aqui”, afirma, ressaltando ainda o valor da simplicidade. O novo lar dos Fialdini foi montado com as coisas da Doris, as que levou do Brasil, as que encontrou em feiras de antiguidades nos arredores de Todi e as que adquiriu em lojas de design. Graças às suítes disponíveis para hospedagem, batizadas de Amore e Passione, será possível contemplar e experimentar esse jeito original de ver …

Café com Clarice

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”. A frase de Clarice Lispector me remete a outra Clarice. Com sobrenome Dewes, de origem anglo-saxônica, aos 31 anos já promoveu boas reviravoltas. Depois de 5 anos como advogada, embarcou numa nova profissão, tornou-se consultora de imagem, formada – nada mais, nada menos – por Ilana Berenholc. E eis que no último dezembro sacudiu o tapete e montou um spa zen. Marco um café para compreender o que fica e o que sai na vida da minha amiga Clarice. E ela me conta: “Imagem é pouco. Preciso ir além e cuidar também do bem-estar dos clientes”. Mais uma pessoa reinventa seu trabalho em busca da felicidade. De novo penso sobre a dissolução das fronteiras entre as profissões. Impossível não lembrar da pergunta que outra amiga, a espanhola Rosa, escreveu na minha timeline: “Afinal, o que é mesmo que você faz agora?”. Ocorre que diminui consideravelmente a distância entre quem sou e o que faço. Tenho algumas profissões que, quando em interseção, se tornam algo único. Assim …

Cris Guerra no Tapete

Cris Guerra é escritora e colunista de moda e comportamento. Isso para os outros. Para mim, é uma amiga querida, cuja história de vida é inspiração líquida, para beber virando o copo. É dela uma das frases que gostaria de ter dito: “Tenho tanto azar, mas tanto azar, que vira sorte”. Azar que nada, Cris tem é muito bom humor e a capacidade de rir de si mesma, característica que atribuo a pessoas inteligentes. Em 2010, ela jogou a âncora fora e subiu no tapete. Conversei com ela sobre a experiência. O que motivou a ruptura com o modelo tradicional de trabalho? Você teve medo? Se teve, como enfrentou? Eu era redatora publicitária, tinha uma carreira bem sucedida de 20 anos trabalhando em agências. Em 2007, criei dois blogs sem nenhuma pretensão, mas em um ano eles começaram a mudar o rumo da minha profissão. O Hoje Vou Assim, primeiro blog de looks diários do Brasil, tinha sua audiência crescendo dia a dia e, junto com ela, novos caminhos se abriam. Eu era convidada para palestrar …

Os Minimalistas

Dizem que quando o discípulo está pronto o mestre aparece. Na verdade, na era da Economia da Atenção (opa, isso aqui merece um post!), de alguma forma conseguimos enxergar o que nos interessa em meio a um turbilhão de informações. Foi assim com Os Minimalistas. No processo de construção do #TFCP (vai se acostumando, é assim que identifico esta plataforma), me deparei com uma apresentação no TED . E lá estava Ryan Nicodemus com sua proposta: “Imagine sua vida daqui a um ano, dois anos, cinco anos: como ela será? Imagine uma vida com menos: menos posses, menos estresse, menos dívidas, menos descontentamento, menos distrações…Agora, imagine uma vida com mais: mais tempo, mais relações plenas de sentido, mais satisfação…Isso, que você está imaginando, é uma Vida Intencional. Não é perfeita, não é fácil. É simples. E mais rica.” Graças à maturidade, hoje eu sei que os desejos de mudança existencial que ocorrem comigo, como esse de simplificar a vida, já vêm ocorrendo em outros lugares e com outras pessoas. São fenômenos sociais, que começam a se manifestar …