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Monaco na Islândia

Rafael Monaco tem características que adoro: é dono de uma crítica inteligente e de um senso de humor ímpar. Quando junta ambos, é brilhante. Há pouco, descobri mais um lado adorável do jornalista gaúcho: ele sabe viajar. Recentemente ele pegou seu tapete e foi para a Islândia. E é sobre a experiência que conversamos. Por que a Islândia? Eu costumo dizer que a Islândia não é simplesmente outro país. A Islândia é outro planeta. Quando eu pousei lá pela primeira vez, em 25 de junho de 2010, o sol da meia-noite iluminava os campos de lava a perder de vista ao redor do aeroporto de Keflavík. Então, de um lado estava o oceano, de outro os campos de lava e o sol da meia-noite. Uma combinação indescritível. Ali eu soube que aquela seria a primeira de muitas vezes.  Não, a Islândia não é só uma ilhazinha perdida lá em cima no mapa, onde tudo é cinza e as pessoas tristes. No mundo da Islândia, o que mais tem é cor, principalmente da natureza. Os nativos são divertidos, simpáticos, solícitos …

Pretérito Perfeito

Nem todo mundo que me conhece sabe que minha mãe era grega. Não filha de gregos, grega. Nascida em Atenas, onde viveu até o início da adolescência. De lá foi para Veneza, quando morou com a avó paterna, Helene. Da Itália veio para o Brasil e daqui nunca mais saiu. Casada com um brasileiro, teve três filhas e cismou que a mais nova, soy yo, ia ser diplomata. E dá-lhe aula de inglês, francês e espanhol desde os 10 anos de idade. Desnecessário dizer que não ingressei na carreira. Contudo, a família multicultural e o acesso a outras línguas se transformaram em um passaporte para o mundo. Viajei muito, morei na Inglaterra, fiz amigos em diferentes continentes. Muitas vezes me senti estrangeira no meu próprio país. Outras fui nativa em terras recém-descobertas. Mais importante que tudo: aprendi que a comunicação está acima dos idiomas e o humano, acima das etnias. Foto: Deserto do Golfo Pérsico, Julho 2014

Roadmap 2015

Finalmente consegui concluir o roteiro do #TFCP para 2015. Ele poderá ser alterado a qualquer instante, ou melhor, a qualquer oportunidade. Mas, já é um começo. Diante do mapa-múndi, sem qualquer compromisso objetivo, escolher países a serem (re)visitados não é uma tarefa fácil. Que critérios usar? Ao final, o coração é que escolhe. Como bem disse o escritor e sociólogo Walter Benjamin, “Viajo para conhecer a minha geografia”. Um dos países no itinerário é a Turquia. Para entender a razão divido um texto de julho de 2014, quando pisei pela primeira vez por lá. O VENTO DOS BÁLCÃS Termina a reforma do escritório. Enquanto não fechamos a abertura que acomodava o antigo ar condicionado, um vento gelado me incomoda. Vem dos Bálcãs, brinco com minha sócia. “Onde ficam os Bálcãs?” Não faço a menor ideia, respondo. Estou no deck de um ferryboat. Um rapaz da tripulação baixa a bandeira grega. Isabel me explica: “Acabamos de deixar as águas helênicas e entramos em mar internacional”. Navegamos em uma região mítica, localizada entre a Grécia e o oeste da …

A Bola de Cristal das Tarifas Aéreas

Se você, assim como eu, tem uma agenda flexível e pode aproveitar boas oportunidades para viajar vai gostar do meu novo achado, o Hopper. A startup de Boston, nos Estados Unidos, acumula dados passados das companhias aéreas e, a partir deles, prediz qual a melhor data para sua viagem e, ainda, quando comprar a passagem. Isso mesmo, informa até em que dia da semana a tarifa deverá estar mais baixa. O uso é simples. Basta informar a origem e o destino para que o Hopper forneça o que se busca: o precinho camarada. Com o roteiro Brasília-Atenas, obtive as seguintes informações: melhor período para viajar – meados de maio, melhores dias para voar – partir em uma segunda e retornar em uma terça, melhor dia para comprar – segunda, companhias aéreas que praticam as melhores ofertas neste itinerário – Air France, TAP e Swiss Air. Por U$ 1.152? Thanks, Hopper! Foto: Royalty Free

Por Onde Começar

Muita gente me pergunta como organizo minhas viagens. Não uso agências por opção. Gosto do processo de pesquisa, construção do roteiro e avaliação dos hotéis ou apartamentos para alugar. E tenho um espírito aventureiro a tal ponto que fui para a Grécia via Emirados Árabes. Sim, não faz o menor sentido, mas para mim fez. Quando decido para onde e quando ir, meu primeiro passo é pesquisar a passagem no Decolar. Antes que você grite daí “eles cobram taxas altas e têm muitas reclamações na praça”, eu reitero: eu só pesquiso. As promoções oferecidas no portal geralmente estão disponíveis diretamente nas linhas aéreas. Passagens podem ter variações absurdas e seria impossível realizar uma busca como a oferecida pelo Decolar. De quebra, eu me permito experimentar empresas que jamais escolheria em primeira mão, como foi o caso da Etihad – a linha aérea de Abu Dhabi. Excelente, registre-se. Obviamente tenho restrições. As companhias aéreas que no passado me entregaram uma péssima experiência e todas as que compõem a lista negra da Comunidade Europeia não entram no meu rol de opções. A lista …