Todos os posts com a tag: Mobilidade

Monaco na Islândia

Rafael Monaco tem características que adoro: é dono de uma crítica inteligente e de um senso de humor ímpar. Quando junta ambos, é brilhante. Há pouco, descobri mais um lado adorável do jornalista gaúcho: ele sabe viajar. Recentemente ele pegou seu tapete e foi para a Islândia. E é sobre a experiência que conversamos. Por que a Islândia? Eu costumo dizer que a Islândia não é simplesmente outro país. A Islândia é outro planeta. Quando eu pousei lá pela primeira vez, em 25 de junho de 2010, o sol da meia-noite iluminava os campos de lava a perder de vista ao redor do aeroporto de Keflavík. Então, de um lado estava o oceano, de outro os campos de lava e o sol da meia-noite. Uma combinação indescritível. Ali eu soube que aquela seria a primeira de muitas vezes.  Não, a Islândia não é só uma ilhazinha perdida lá em cima no mapa, onde tudo é cinza e as pessoas tristes. No mundo da Islândia, o que mais tem é cor, principalmente da natureza. Os nativos são divertidos, simpáticos, solícitos …

No Sofá da Hebe

Chegaram as fotos do Papo de Mulher, projeto super bacana capitaneado pelas coaches  Nolah Lima e Liliane Sant’Anna. Eu dividi o sofá com Janete Vaz – fundadora do premiado Laboratório Sabin – e Carolina Rezende – criadora do Mulher de Negócio.  Minhas amigas convidadas, a âncora Lili e o auditório repleto de mulheres lindas transformaram a noite em algo muito especial. O evento me encheu de alegria e me deu a certeza de que há muita gente querendo conhecer as novas formas de viver e trabalhar.

Os Surfistas da Era Pós-Digital

Bem-vindo à era pós-digital, que se caracteriza pela presença imperceptível da conexão. O digital não mais amedronta ou fascina, tornou-se trivial. E o que incomoda mesmo é a sua ausência. Restaurante que não oferece wifi caracteriza quase falta de educação com o cliente. Os mais ligados, já deixam a chave da rede em um display na mesa, porque ela será demandada antes mesmo do cardápio. Não é por acaso que um mar de gente decidiu viajar trabalhando ou trabalhar viajando. A era pós-digital, como todas as que a antecederam, é marcada por mudanças no comportamento social. Assim nasceram os Nômades Digitais, os Workation-ers e os Jobbatical-ers.  Os primeiros não têm endereço fixo, seguem mudando de país e carregam tudo que têm na mala. Os segundos levam o trabalho consigo quando viajam e fazem de qualquer destino seu escritório. E os terceiros usam oportunidades de trabalho temporário no exterior como forma de experimentar outras culturas. Todos têm seus projetos de vida viabilizados pela conexão – são surfistas digitais. O mais interessante é que alguns são surfistas mesmo. O Surf Office possui duas unidades, uma na Santa Cruz, na Califórnia …

Café com Clarice

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”. A frase de Clarice Lispector me remete a outra Clarice. Com sobrenome Dewes, de origem anglo-saxônica, aos 31 anos já promoveu boas reviravoltas. Depois de 5 anos como advogada, embarcou numa nova profissão, tornou-se consultora de imagem, formada – nada mais, nada menos – por Ilana Berenholc. E eis que no último dezembro sacudiu o tapete e montou um spa zen. Marco um café para compreender o que fica e o que sai na vida da minha amiga Clarice. E ela me conta: “Imagem é pouco. Preciso ir além e cuidar também do bem-estar dos clientes”. Mais uma pessoa reinventa seu trabalho em busca da felicidade. De novo penso sobre a dissolução das fronteiras entre as profissões. Impossível não lembrar da pergunta que outra amiga, a espanhola Rosa, escreveu na minha timeline: “Afinal, o que é mesmo que você faz agora?”. Ocorre que diminui consideravelmente a distância entre quem sou e o que faço. Tenho algumas profissões que, quando em interseção, se tornam algo único. Assim …

Workation: o Vento que Move o Tapete

Até pouco tempo, falar de trabalho e férias numa mesma frase era indigesto. Ninguém que esperou um ano inteiro queria colocar na mala, ali entre o biquíni e o chinelo de dedo, um rol de pendências a serem resolvidas debaixo da barraca de sol. Eu mesma viajei muitas vezes com pepinos na bagagem. No destino, eles pulavam em mim sem qualquer cerimônia e só me largavam dois dias depois, quando já estava tri-exausta e o digníssimo tri-aborrecido. Mas, isso é conversa do passado. Hoje, tudo que eu quero é unir trabalho e férias, desfrutando do melhor que a tecnologia me oferece: o Workation, do inglês work + vacation. A diferença é que quem pega carona agora é o descanso e não o trabalho. Na temporada 2015 do #TFCP farei quatro viagens, sem deixar de trabalhar. Serão quatro países, em quatros estações climáticas, de onde manterei meu Anywhere Office em funcionamento para atendimento aos meus clientes. Sabático? Não. Mochilão? Não. Nomadismo digital? Não. É o meu Tapete. Simples assim.

Aviso aos Navegantes

A medida que recebo cumprimentos pela coragem de embarcar em um novo estilo de vida e ouço os primeiros feedbacks de pessoas que se sentiram inspiradas pela decisão que tomei e de outras que acreditam que nunca poderão mudar a rotina, cresce a minha responsabilidade. A ideia do #TFCP é mostrar possibilidade e não utopia. Alguns requisitos são necessários para dar o pontapé. Como esse não é um sabático, é preciso trabalhar. Assim, a atividade profissional do candidato a piloto de tapete voador deve oferecer a possibilidade de atuar à distância. Mais fácil para jornalistas, designers e programadores. Possível para vários outros profissionais. Hoje um radiologista pode facilmente emitir laudos à distância. No meu caso, possuo empresa e tenho contratos de longo prazo. A diferença é que estabeleci um limite de projetos simultâneos, para não comprometer minha qualidade criativa e minha capacidade de entrega. A disciplina é fundamental: trabalho de segunda a sexta, em horário comercial. Claro que me permito usar parte da semana útil para assuntos pessoais e até para lazer, mas nesses casos …

Das Novas Formas do Trabalho: Nomadismo Digital

Em 2015, existe um universo de possibilidades no que diz respeito à forma de trabalhar. E se você ainda pensa em home office, está na hora de conhecer o nomadismo digital. Enquanto milhões (bilhões!) de pessoas no planeta enfrentam o trânsito para chegar ao escritório, os nômades mudam de continente. Por opção, eles não têm endereço fixo, costumam passar temporadas em diferentes países, de onde trabalham a partir de uma base digital. Os nômades me parecem ser a melhor expressão do nosso tempo. Gente que se apossou da tecnologia para ser, de certa forma, livre – ao contrário dos tantos que são reféns dela. Solitários? Não necessariamente. Como novo fenômeno social, o nomadismo começa a criar suas formas de agrupamento. O Find a Nomad é uma delas. Com o aplicativo, você tem acesso ao mapa mundi, repleto de outros nômades devidamente identificados. Vai passar uma temporada em Sevilha? Basta checar se há alguém nas redondezas. Incríveis mesmo são os cowork offices destinados aos andarilhos hitech. A diferença é que possuem não só um espaço de …

Meu Anywhere Office

“- Oi Carla, tudo bem?” – Tudo, Edval. “- Fiquei sabendo que fechou a empresa. Está trabalhando em casa?” – Quase isso. “- Agora você vai ver como as pessoas têm preconceito em relação a Home Office.” Edval tem sido fornecedor de meus clientes há 20 anos. Ele é um desses sujeitos que escolheram trabalhar artesanalmente. E em casa. Quando eu desenho projetos de sinalização é ele que executa. Madeira, metal, vidro, acrílico – ele simplesmente se vira e transforma os desenhos em realidade. Mas, foi com esse minúsculo diálogo que ele me deu sua melhor colaboração. Não, pensei, eu não passei a trabalhar em Home Office. Eu deixei a estrutura empresarial convencional para usar a meu favor todas as mudanças que ocorreram nos últimos anos. Trabalho no meu Anywhere Office – terminologia usada hoje em âmbito mundial. Esta modalidade está para o nosso tempo assim como a cozinha aberta está para o fim do século 20. A cozinha fechada era uma herança do tempo em que área social e área dos empregados não se misturavam. Levamos décadas para derrubar …